Operação
Carne Fraca e o pão nosso de cada dia
segunda-feira, 20 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
O Brasil precisa ser entendido
José
Maria Rodrigues de Vilhena
terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Operação Lava-Jato e o Segundo Trabalho de Hercules.
A civilização Helênica, na antiga Grécia, foi
momento singular escrito pela História humana. Em sua fase mitológica, retratou
o homem com seus valores e ambiente. Nesta mitologia, busco um episódio
esclarecedor, para compreender o Brasil nos tempos de Operação Lava –Jato, com
os desdobramentos avassaladores de nomes e instituições envolvidos. Refiro-me a
um dos trabalhos de Hércules, herói concedido por Zeus à humanidade para
livrá-la dos seus males. Trata-se do Segundo
Trabalho deste semideus: matar a Hidra, réptil peçonhento habitante do pântano
lodoso e pestilento de Lerna, monstro com múltiplas cabeças. Tão bizarro e
venenoso era o Ser, que seu hálito contaminava a quem dele se aproximasse e,
quando uma de suas sete cabeças era decepada, logo duas nasciam para
substituí-la. A Hidra alimentava-se das plantações e dos rebanhos, frutos do trabalho
humano. Para matá-la, deveriam ser cortadas todas as cabeças simultaneamente,
ou que fossem decepadas e cauterizadas uma a uma. Bem, e se pensarmos na Hidra
como sendo a figura simbólica da Corrupção, deturpando os ambientes com sua
presença e estabelecendo um processo deletério, sugador do esforço laboral, duma
sociedade. A corrupção, vinda do charco da ganância, indiferente e poderosa, só
pode ser erradicada se todas suas interligações forem aniquiladas de um só
golpe ou, metodicamente, todos seus elementos forem eliminados de maneira definitiva.
A operação Lava –Jato está pondo à luz o porte e as interfaces da leniência no
Brasil hodierno. É possível acabar com ela?
Sim. Mas o trabalho é Hercúleo. Diante desta missão não há retorno, nela existem
dois desenlaces possíveis, apenas dois. Agora, a Operação Lava-Jato, num
esforço da nação brasileira, derrota a corrupção sistêmica, ou desaparecerá
enredada pela fera abominável. A
corrupção será eliminada, em caso contrário, eliminará àqueles envolvidos em
desbaratá-la, pior, quando não ferida de morte, suas cabeças, tal qual a Hidra,
multiplicar-se-ão.
domingo, 4 de dezembro de 2016
A
Silvicultura no Rio Grande do Sul
A Silvicultura no Rio Grande do Sul
Acompanhei a votação, na Assembleia Legislativa,
do novo marco legal para a definida silvicultura. Observando, com parcimônia e
isenção, é possível constatar a maneira como o Brasil caminha desorientado, sem
estratégia. A prática do debate restringiu-se, claramente, ao embate político partidário.
O tema possui caráter ambiental e econômico importante, infelizmente
desfigurado, no cenário já cansado, classicamente dividido entre esquerda-
direita e gente, boa parte bem intencionada, manipulada para dar impressão de
que o povo participa das decisões estruturais. Os deputados, sem disporem de
plenas condições para entender o quê envolve a discussão, investem-se de
atitudes demagógicas ou argumentam guiados por interesses negociais de grupos
fechados. O fato concreto é que incentivar a silvicultura no estado é lançar a
sociedade rio-grandense num futuro temerário. A palavra silvicultura significa cultura
de matas, pergunta-se, então: Alguém já viu uma floresta constituída por única
espécie de árvore e que estes vegetais sejam todos de mesmas dimensões físicas?
Não existe, portanto, estamos diante, não do fomento de florestas, e, sim,
impulsionando a monocultura de árvores exóticas para acionar a indústria
madeireira e papeleira. Neste processo, usa-se a terra, mineralmente pobre do
pampa, mas conveniente na adaptação da cultura agrícola das árvores, que nestas
paragens, respondem com desenvolvimento três vezes mais rápido do que na região
de origem. Assim, transmuta o perfil cultural e econômico pampiano, em paralelo
é exaurido o bioma, tão bem aproveitado por séculos pela pecuária. A ação, ecologicamente
abrangente, refletirá no regime das chuvas daí resultando alteração dos microclimas.
A razão, quando enfocada a questão, deveria ser: a condição Natural não se modifica
impunemente. Demagogia e curta visão de ganhos pecuniários, não são bons
caminhos para o sustentável harmônico. O
Tempo é o senhor da razão, ele trará a resposta.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Donald
Trump é a resposta
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
O caminho do inferno está pavimentado de boas
intenções.
Diz o adágio popular: O caminho para o inferno está pavimentado de
boas intenções. À partir deste dito do
senso comum é possível entender, taticamente, o movimento dos grupos
globalístas. Quem observa, percebe: a civilização global, segue célere um
processo de transmutação, consequência duma turbulenta e, paradoxalmente,
imperceptível revolução. Convulsões pontuais, desestabilizam os mais remotos recantos
da Terra. A tecnologia serve como catapulta para o movimento revolucionário,
através dela conceitos e procedimentos, supostamente, indispensáveis ao novo
index de valores, assumem o papel de aperfeiçoadores das relações sociais da
humanidade. Assim, tais augustas intenções, não podem ser refutadas. O
politicamente correto ergue-se como bandeira incontestável. Qualquer opinião ou
ação, fora deste trilho, no campo do gênero, sexo, raça, multiculturalismo, idolatria
juvenil, dessacralização, será execrada e, quem ousar fazê-lo, receberá a ojeriza
pública. Nas boas intenções da Nova Ordem Mundial (Verdade?) há outra frente
encarregada de propagandear programas de resposta reversa, onde em nome do
combate à doença, à utilização de drogas, à pedofilia, é lançada a semente do
controle e medo. Conflito, medo e vigilância,
sobre este tripé edifica-se a estrutura social da nova ordem. Ela será
Comunista para o homem das ruas, não um comunismo histórico que impossibilita o
mínimo de consumo material. Não. Virá o socialismo de consumo barato, posse de quinquilharias,
indo de eletrônicos portáteis a automóveis descartáveis. O sentimento de
propriedade, então saciado, induzirá o pensamento e livre arbítrio à anestesia confortável.
No bunker do marxismo social, transitará uma classe de burocratas (funcionários
e políticos) responsáveis pela manutenção do sistema. Invisível, soberbo,
reinará o grupo dos príncipes iluminados, detentores das ideias e dos recursos
financeiros. É possível realizar tamanho sonho? Não creio. Mas, muito choro e ranger de dentes
haverá na tentativa.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
15 de Novembro de 1889, o Golpe da República
O
grande golpe político no Brasil aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, a República
foi instaurada nesta data. Ali, no acontecimento da proclamação da república, desfechou-se o
lancinante Golpe contra a Nação brasileira. Sem que o povo desejasse, ou mesmo imaginasse o fim da
monarquia, grupos minoritários, colaborando com interesses e articulações de forças exógenas, depuseram o Imperador, monarca admirado e respeitado por sua gente.
Pedro II, o rei filosofo, poeta, cientista, poliglota, professor, reverenciado
por personalidades notáveis na História da humanidade, e que com ele conviveram, impulsionador do progresso econômico e tecnológico. Este
homem notável, humanista e zeloso líder dos interesses do Brasil e de seu povo,
foi deposto na calada da noite, num golpe imputado aos militares. Pura ficção.
A Verdade é outra, urgira-se uma trama para desestruturar o Brasil, ação planejada
havia muito tempo. O Brasil, terra repleta de potenciais, não poderia ficar
desconectada dos cordéis das finanças e negócios globais. Sob esta ótica, a
estabilidade governamental, resultante da Monarquia, era um empecilho a ser
removido. Para tanto, como de costume, quando uma mudança estrutural é realizada sem apoio da população, os instrumentos usados são mesquinhos e invisíveis às mentes distraídas. Nesta razão, a proclamação da república utilizou organizações secretas, militares insatisfeitos com a rapidez na ascensão das
carreiras (ainda que em pequeno número na tropa) , antipatia ao genro arrivista provável sucessor, disputa de amante e ,
claro, o fim da escravatura então falida. Concretizado o Golpe, o Imperador, para o bem do
Brasil, retirou-se honrado e patriota. Chegou a República, e com ela as
disputas pelo poder, as revoltas, o governo das oligarquias soberbas, a
instabilidade política, o desarranjo econômico e a miséria para importante
parcela da população. Quem conhece a história brasileira, reconhece : grande parte das nossas mazelas advém do regime republicano, vórtice da
decadência do Brasil. Artificial na sociedade brasileira, a República se declarou provisória e realizou um plebiscito de referendum cem anos depois de proclamada. Após um século, o regime republicano já havia trabalhado arduamente pelo esquecimento e demérito da Monarquia. O plebiscito de 1989 foi o epilogo do Golpe surdo. Neste trajeto, o povo brasileiro foi despojado duma formação de cultura política, que vem com a história das instituições. Então, todos
felizes, festejando 15 de novembro, mesmo que a data diga respeito à valores, que há mais de um século, geram instabilidade e corrupção na civilização brasileira. Em meio a poderes institucionais completamente
contaminados , a mídia controlada, insiste em propagandear os ideais
republicanos.
Assinar:
Postagens
(
Atom
)