quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Brasil Pós Impeachment - Olavo de Carvalho Conhecerás a Verdade e ela vos libertará.
Brasil Pós Impeachment - Olavo de Carvalho
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Lições do pleito eleitoral de 2016
Concluído o
primeiro turno das eleições municipais de 2016, existem lições a serem
aprendidas. A primeira delas, diz respeito às pesquisas. Insistem na antiga prática
de tentar condicionar o eleitor. Ora, a pesquisa quantitativa é aplicação da
ciência estatística, portanto, se realizada com critérios corretos e
apresentada honestamente, mostrará, sempre, a verdade no momento em que foi
realizada, e, este é o argumento utilizado pelos institutos encarregados na sua
realização para justificar disparates. Porém, diante dos erros colossais. Fica
a dúvida, pode haver intenção de induzir performances de candidatos marcados
para vencer ou perder o pleito político? Claro, quando chega o momento final
das urnas serem escrutinadas, a pesquisa de boca de urna ajusta-se a realidade Mas, o processo indutor sobre os eleitores, através do efeito manada, significa,o
indivíduo segue a maioria como forma de facilitar a aceitação, já aconteceu. A
segunda lição, é o espantoso número de eleitores que não comparecem, votam em
branco ou nulo. Na casa de 50% do eleitorado total. Indicando, claramente, a
descrença no modelo da democracia arrazoada, unicamente, no voto universal.
Também é possível perceber desprezo por
um mundo político- partidário, que outra coisa não faz, senão, organizar-se
como uma Máfia no sentido de autoproclamar-se divino, acima e indiferente aos
pobres mortais submetidos. Pergunto-me. A recusa de toda esta gente em
participar do processo, não indica a vontade de ver implodido o establishment? Por fim, a terceira lição, é o fato de que
os candidatos que despontam para comandar prefeituras de importantes cidades do
País, tomando como exemplo São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, alcançam tal
condição sem depender de estruturas poderosas dos partidos , fazem-no fundamentados em
valores pessoais. Somados os vetores das lições, a resultante das eleições de
2016, retrata uma sociedade descrente nas boas intenções do sistema vigente.
Partidos políticos, mídia, sindicatos, grande empresariado, ideologias fantasiosas,
estão todos na alça de mira.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Durante a celebração da semana Farroupilha, minha
filha chegou em casa com o arzinho de indignação e, do alto dos seus treze
aninhos, me falou: A professora disse que o nosso hino (rio-grandense) despreza
a cultura africana. Hein? Perguntei, porquê.
Ah! o hino diz que povo sem virtude acaba por ser escravo, mas que entre os
escravos havia muita sabedoria e honra. Continuou a menina, tive vontade de dizer que a
expressão escravo, na letra, não se refere à condição de servir um senhor, na
verdade, a virtude deve nos afastar dos nossos vícios e medos,eles é que nos escravizam.
E tem mais, a professora perguntou quais são as façanhas que os Farrapos
realizaram para servir de modelo a toda terra? Eu sei qual é pai, oferecer a
própria vida pelo ideal que acreditavam. –Estes pensamentos, falaste pra ela? Perguntei.
Não, tu sabes que sou tímida, mas da próxima vez, juro, eu digo. Muito bem,
respondi, e a abracei com sentido orgulho.
domingo, 18 de setembro de 2016
Brasil, e agora?
Enquanto não for entendido que um país se
constrói com estratégias, o Brasil viverá de espasmos comandados pelo mercado
global. E pior, trilhará a permanente instabilidade trazida pela corrupção e injustiça
social, num ambiente propicio aos demagogos e oportunistas de plantão. Breves
linhas, as escrevo, para chamar atenção sobre o instante histórico pelo qual passa
a nação brasileira, onde chega às ruas parte da iniquidade do sistema condutor
do país há décadas. Muito ainda virá. Dizem: da crise vem a oportunidade, pois
então esta pode ser a chance para pensar a estrutura, socioeconômica, da
civilização brasileira. Ao olhar as páginas do passado, é fácil notar, desde
1500 este país colossal se tem mantido através da constante exploração das
possibilidades da Natureza local. Foram ciclos de mera retirada das dádivas
naturais, Pau-Brasil, cana de açúcar, ouro e diamantes, café e soja. Neste
compasso, cinco séculos passaram, sem que uma consistente capacidade de agregar
valores à produção primária se estabelecesse, sem a possibilidade da população
conseguir avançar através da educação. Diante de um povo despreparado em
conhecimento e uma economia sem fluidez por falta de infraestrutura, a produção
de riqueza pela sociedade, manteve-se atrelada à venda de comodites para o
exterior. Daí resulta, o Estado inchado e empregador, necessariamente
subordinado ao sistema financista global e às megacorporações
industriais-comerciais. Emerge, assim, como solução interna, o socialismo assistencialista,
bancado por interesses exógenos. O
Brasil escreve sua História como almoxarifado dos negócios globais. A economia
brasileira é um joguete instável e imprevisível, portanto. Os brasileiros vivem o cotidiano desta
instabilidade, num cenário de salve-se quem puder. Agora, não basta a óbvia
troca de governo. Urge ir além. Verificar porquê o Brasil não é o que deveria
ser. Consolidar a nação. Não sendo assim, o destino é continuar assistindo
televisão e tomando cerveja. Ad infinitum.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Olavo de Carvalho - Falsas Disputas na Política Brasileira
Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada. Grande acordo politico-partidário demoliu o Brasil. Não acredito em partidos , contudo, sei que o indivíduo faz a diferença.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Escola sem ideologia, liberdade mental
O Brasil, quando do seu achamento, nos anos 1500, foi
considerado como uma terra de Natureza misteriosa. Faz algum tempo e,
principalmente nos anos 2000, tornou-se um país misterioso nas suas instâncias
e circunstâncias, leis são propostas, sancionadas, aplicadas e interpretadas
sem que aqueles sujeitos a elas as conheçam ou aceitem. E, ainda pior, a
burocracia estatal determina e executa projetos em áreas fundamentais da nação,
criando estratégias para alcançar objetivos alheios à imensa maioria da
população. Apenas por detrás das portas dos gabinetes, estejam internos ou
externos, às fronteiras brasileiras, são conhecidos tais objetivos. Pois, assim
acontece com a educação da nossa juventude. O papel da escola vem sendo
redefinido, sub-repticiamente, em um programa de mudança mental e social.
Pedagogias surpreendentes desvalorizam o conhecimento e o esforço, aproveitando
para transformar salas de aula em púlpitos, onde professores (formados sob a
nova ordem pedagógica), dispondo do convencimento que a autoridade confere, doutrinam
mentes e corações de jovens, cerebralmente lavados, e preparados desta forma, para
assumir a missão de pretensos agentes sociais. Na mídia, transita,
insistentemente, o viés de julgar a situação do ensino através, unicamente, das
condições materiais das escolas e salários de professores, componentes
importantes, mas, longe de responsáveis únicos pelo processo eficiente na
formação de um aluno. De qualquer forma, temos professores interessados e a
maior parte das escolas brasileiras dispõe de condizentes condições materiais.
De fato, a avaliação deve focar no quê se ensina e como se o faz. Portanto,
muito bem vindo é o projeto de lei, que tramita no Senado, propondo Escola sem Ideologia.
Ideologias servem partidos, e estes, a interesses à miúde distantes das justas
necessidades do país e do bem-estar do indivíduo. A escola existe para o conhecimento, de forma
a libertar os espíritos, não aprisioná-los em doutrinas.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Aretha Franklin, racismo e a estratégia da cizânia
Adoro Blues e Jazz, atrevo-me a dizer que conheço
razoavelmente bem estas duas expressões musicais, nascidas e criadas nos EUA.
Pois muito bem, os grandes artistas desta musica são homens e
mulheres negras estadunidenses. Faz poucos dias, recebi uma postagem, via face
book, apresentando um show de Aretha Franklin (adoro, maravilhosa), onde era
feita citação à magnifica interpretação como prova cabal que o racismo pode
ser vencido. Ah! Faz favor, isto é misturar alhos com bugalhos. Dramatizar o
racismo, nos dias de hoje, soa como ridículo e ofensivo, parece-me, isso sim,
que este tipo de referência, faz parte de uma estratégia cuja pedra angular é gerar
a cizânia. Desta forma, é alardeada, massiva e maciça, propaganda para criar
antagonismo entre brancos e negros, velhos e moços, pobres e ricos, heterossexuais
e homossexuais, pais e filhos, mulheres e homens, aborígenes americanos contra
europeus, esquerda e direita, por aí vai. Deve haver razão para tal estratégia.
Será dividir para triunfar? Triunfar sobre a multidão enlouquecida pelo medo,
pela culpa do politicamente correto, pavimentando, desta forma, o caminho que
levará a uma sociedade de siderados, cuja vida tornar-se-á a miséria reducionista
do comunismo que utiliza as pessoas como meros entes destinados a produzir,
consumir e reproduzir. Surgirá, por fim, uma Nova Ordem Mundial, onde somente
uma oligarquia, poderosa e rica, possuirá direito de decidir aquilo que deve ou
não ser feito. Isto, se a humanidade se mantiver indiferente. Contudo, é bom lembrar: não é possível
enganar todos o tempo todo. De minha parte, está estória de propagar cizânia já
encheu as medidas. Eu fora.
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