quarta-feira, 5 de julho de 2017

Porque, no Brasil, a  luta ecológica foi transformada em movimento social


Antes de tudo, devo dizer que sou ecólogo, escrevi dois livros sobre a questão ecológica, fui coordenador técnico de assuntos referentes ao estuário Guaíba na prefeitura de Porto Alegre e candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo mais tradicional partido ambientalista do País. Dito isto, usarei o texto para relatar, de forma rápida, minha experiência na luta pelo respeito à ecologia planetária, no campo político e existencial. Nos dias atuais, já é claro para grande parte de população que, entre outros, movimentos indianistas, quilombolas, gênero, etnia, trabalhistas rurais e ambientalista, operaram e operam como instrumento para deflagrar o conflito social. Tais mobilizações, escondem em suas ações , ainda que imperceptivelmente à sociedade, comandos estabelecidos por uma agenda globalista cujo objetivo é fracionar, enfraquecer e solapar o Brasil, quando então , a nação brasileira será substituída por nova geopolítica  subserviente às necessidades do poder global. Destes movimentos sociais, abordarei, aqui, somente, a razão ambientalista no Brasil.  O fio da História: transcorriam os primeiros anos da década de 1970, o país vivia sob o regime militar e não havia espaço político para que as ideologias do socialismo esquerdista   lançassem oposição ao governo, contudo, possuíam o controle real dos meios de comunicação da época, é dizer, as páginas dos jornais, programação de rádio e TV. Tinham nas mãos a chave mas precisavam encontrar uma fechadura. O ambientalísmo fez o papel da fechadura. Eureka!  Era questão pulsante nos EUA, mas praticamente desconhecida pela imensa maioria da população brasileira.  Seria a base para contestar as forças que comandavam o país. Tema atinente à vida de toda população. No Brasil. iniciava-se a industrialização pesada, a agricultura extensiva, construção de estradas, remodelagem das cidades e, é claro, junto vinha tremendo impacto ambiental. A partir daí, vieram novelas, reportagens, protestos públicos e espaço, na mídia, para ecologistas de palavras verdadeiras.  Criada a comoção entre a gente brasileira, o passo seguinte foi fazer crer à sociedade que isto era trazido através do capitalismo, permitido e incentivado, pelo governo de então. O socialismo-comunismo era visceralmente contra a destruição ambiental filha monstruosa do capital ganancioso. Hipócritas, basta ver o que fizeram na Alemanha Oriental, União Soviética e ainda fazem em Cuba e China. Havia ou há, movimentos ecológicos nestes países? Quando da exultada redemocratização, rapidamente, partidos de esquerda assumiram, pró forma, as bandeiras ecologistas, e acabaram com a capacidade da população se organizar em torno deste princípio. Neste compasso, a luta ecológica entra em decadência, seus conceitos são utilizados apenas nos momentos políticos necessários. Entre os estudiosos e lutadores ambientalistas resta a perplexidade cômoda de pessoas que não perceberam o fato de todo ecologista ser, no âmago, um conservador.

terça-feira, 27 de junho de 2017

 Brasil. Por quê a gente é assim?

Resultado de imagem para fotos da nova ordem mundialNo Brasil hodierno, a impressão mais chocante não é a corrupção sem precedentes e sem limites, o alarmante é como facínoras assumiram o controle do País e o povo não consegue mobilizar-se para varrê-los das sombrias salas de onde se protegem, mantendo-se acima de tudo e de todos, dividindo a sociedade entre divinos(eles) e humanos (o povo). Esta oligarquia política usurpadora, gentilmente submissa à agenda globalista, trabalha diuturnamente para criar leis, projetos, emendas constitucionais, a fim de estabelecer uma situação de completo domínio sobre a gente brasileira. Tirania. E, mesmo assim, reina um silencio quase absoluto, pois que os meios de comunicação encontram-se sob domínio deste grupo de poder. Numa engenharia social sinistra, aqueles que se dizem governo, democraticamente eleito, tiram proveito da tendência histórica da civilização brasileira para preencher a vida com futilidades num modelo mental simplório do tecido social. Neste sentido, o espetáculo do Futebol, a programação folhetinesca na televisão e campanhas diversionistas do politicamente correto, preparam a subserviência consentida aos objetivos estabelecidos pela Ordem Globalísta.   Os objetivos desta Ordem são manter o Brasil como fonte de matérias primas para uma estrutura sustentante duma razão única conduzida por uma elite global. Comando central absoluto para os destinos da humanidade. Todas estratégias incluem o Brasil servil, alimentando com produtos primários essenciais a este processo revolucionário. Já aconteceu antes. No século 18, mutatis mutantes, foi o ouro das Minas Gerais o lastro da moeda que  pagava a mão de obra nas fábricas da revolução industrial na Inglaterra.  Agora, o papel fundamental do Brasil é fornecer alimento, mesmo ao terrível custo ecológico, à população planetária e disponibilizar matérias primas ( ferro, bauxita, cassiterita, metais raros, madeira) primordiais ao desenvolvimento tecnológico e a produção industrial. Nada de novo no front. Para tudo transcorrer naturalmente, utilizam a falácia do modelo de república democrática, sistema incapaz de funcionar numa nação que deseduca e aliena sua gente, cujos representantes do povo são eleitos através da sua capacidade pecuniária e partidos políticos não passam de bancas de negócio, assim, de tal forma estabelece-se um processo entrópico que a população entende o mundo político como meio de sobreviver às custas do Estado. Resultado: caos. Aos políticos e seus apaniguados, importa-lhes apenas tirar vantagens deste estado de coisas, pouco importa se o país se fragmente, e que o sentimento de pátria desapareça ou, desiludidos, os brasileiros deixem sua terra natal. Para eles, será útil transformar o Brasil numa terra de ninguém. Traidores vis, a História os julgará.    

sexta-feira, 23 de junho de 2017


Imagem relacionadaO General e o Senado Brasileiro


Acompanhei, através das redes sociais, o pronunciamento do General Comandante do Exército Brasileiro, no Senado. Antes, devo dizer: participo, desde minha já longínqua adolescência, das questões atinentes ao meu País, formação familiar. Pois bem, o General Villas Boas vem percebendo, cada vez mais, a realidade hodierna do Brasil, começa a assimilar que o projeto que o guindou ao Alto Comando das forças terrestres brasileiras, nunca teve intenção de levar o Brasil ao seu destino verdadeiro de grande nação no concerto mundial. Nunca. A intenção, sempre foi tomar o poder e estabelecer uma ditadura socialista no País, a partir daí, buscar  natural liderança numa América Latina socialista. O problema é que este empreendimento esteve sempre cumprindo a agenda globalista e, tal  agenda conhece, melhor do que ninguém, as potencialidades do país continente. A Amazônia, está no caminho crítico para o mundo idealizado pela doutrina globalísta, mas, destruir a indústria brasileira, acabar com a educação e as culturas tradicionais do país, catequizar politicamente a juventude, instigar a prostituição e banditismo, perseguir o pensamento independente, proletarizar o povo, antagonizar a sociedade , explorar os baixos pensamentos entre a população, corromper, tudo isto faz parte da mesma intenção: ruir o Brasil como nação. Aqueles que hoje se arvoram patriotas (interessados com o destino do Brasil), foram os mentores das leis de imigração, venda de terras a estrangeiros, permitiram a invasão de ONGs no país, trabalharam para desestruturar a educação das nossas crianças, pois são todos projetos políticos que tramitam há anos nos parlamentos. Agora, fingem indignação, fazendo crer em amor pelas coisas do Brasil. Oportunistas, sepulturas caiadas. Interesseiros inescrupulosos, nada nem ninguém importa para eles, o único objetivo é com a ideologia que professam, quando então vitoriosa estabelecerá um novo regime político padrão na América Latina, onde eles serão a oligarquia. No comando, usará, cada vez mais, a demagógica estratégia de pôr em cartaz temas como gênero, ambiente, etnias, valores democráticos, pobreza. Dividir para vencer. Através deste nefasto projeto, as gentes serão mantidas conformistas a um governo mentiroso e capaz de opressão tremenda sutilmente implantada. A nova oligarquia, servil as pretensões globalistas, acreditam eles, viverá como semideuses impondo-se ao  povo cujo destino consistirá em existir  como bovinos, ruminando futilidades  num viver meramente estatístico. Eis o inimigo, urge enfrenta-lo. General, não pode haver vacilo, mesmo que esta seja atitude normal diante do desafio. Até mesmo os heróis sentem dúvida neste momento, Homero bem nos relatou na Ilíada. A gente brasileira não entregará seu destino de povo livre e soberano. Portanto, se houver necessidade, fará a luta contra os globalístas e seus apaniguados.

domingo, 11 de junho de 2017

Breves palavras sobre um Julgamento

Entre sobressaltos e escândalos caminha a caravana brasileira, sem rumo e sem destino, atravessa o vale da morte. Ninguém se entende na multidão de 200 milhões de desnorteados. Na insanidade coletiva, certeza só há uma: existe uma oligarquia que usurpou o País, e pretende salvar-se a qualquer custo, nem que para isso tenha de destruir o Brasil. No seu entender, são eles seres divinos que vivem entre humanos e, cá pra nós, consideram os humanos brasileiros uma espécie de imbecil satisfeito. Exemplifico cabalmente , focando  a última encenação do rito no Tribunal Superior Eleitoral, o julgamento e absolvição de crime eleitoral da chapa Dilma-Temer. É pra rir ou pra chorar? Ora, pouco importa para o grupo oligarca do Brasil se houve ou não crime eleitoral, o que estava em disputa era a intensão de derrubar o atual ocupante da cadeira presidencial cassando-o, pois que a cassação de Dilma é irreversível. A partir daí,  tentar deflagrar uma eleição direta, tudo em nome da democracia. Meu Deus, é comovente. Por outro lado, as forças alçadas ao comando da nação, nele desejam permanecer, e mais, temem dele sair, fazem então, um julgamento cujo resultado era absolutamente previsível, forjando, até mesmo, um final apertado. Quatro a Três os votos favoráveis à absolvição, de modo que pareça haver existido grande debate e disputa na elaboração do veredito. Ah! Faz favor. Que farsa! Pior do que isso, que falta de comprometimento com a Justiça e com a Verdade. O povo? Por enquanto, sufoca a revolta. E usa as futilidades de sempre para suportar a mentira e sua própria covardia. Até quando?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

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Donald Trump e o aquecimento global


Donald Trump enfrentou e enfrenta campanhas demolidoras de sua pessoa e programas de governo. Não sem razão. O presidente Republicano transformou-se em pedra no caminho da agenda globalista. A mídia global divulga de forma tendenciosa suas palavras e gestos, no intuito de demonizá-lo. No mesmo sentido, as ditas minorias oprimidas são utilizadas em protestos frenéticos. Mas, Trump é homem inteligente, poderoso e conhece a malícia humana. Mais, sabe o jogo dos globalístas.  Atrás da porta, onde poucos veem, existem interesses de poder e lucro intentados a conduzir ditatorialmente a civilização humana. O presidente Trump será apresentado como intransigente de uma incompreensível postura diante do aquecimento planetário e a consequente alteração climática na Terra. Afirmam que Trump diz tratar-se de uma farsa tal situação, quando de fato, ele se recusa a diminuição radical das emissões de gases do efeito estufa imputada apenas sobre os EUA. Ora, a mudança climática é um fenômeno real, quem acompanha e estuda a questão sabe ser irrefutável o aumento da temperatura média da atmosfera terrestre e também conclui não tratar-se de um fenômeno natural. Está aí a mão do homem. Mas, porquê China e Índia não sofrem pressão igual para reduzir suas emissões de gases estufa? Será porque os grandes interesses industriais e comerciais da globalização ficam mais lucrativos e confortáveis utilizando a mão de obra destes dois países? E, paralelo, arrefecem a economia e a influência comercial e política dos Estados Unidos?  Os mesmos grupos preparam campo para criação de imposto sofre o ar (créditos-carbono). Tudo muito bem encaixado para ser mera coincidência. O presidente americano está certo, ele trabalha por sua nação. Não assina tratados, que a médio e longo prazo, venham prejudicar seu país. Entendam, o aquecimento global é real, suas consequências através das mudanças climáticas podem ir de pontualmente traumáticas até desestruturação socioeconômica de largo espectro. Perpassarão as áreas econômicas, sociais, ecológicas, psicológicas. Poderá levar-nos a um estado de guerra. Urge, portanto, encontrar uma solução capaz de, no mínimo, abrandar o desastre anunciado, para isso, é preciso trabalhar com sinceridade. Cartas sobre a mesa, sem esconder o jogo na manga. Quando o interesse é fingido, a coragem para desmascarar a hipocrisia, mesmo que pareça incompreensível e maliciosa, é fundamental. Donald Trump tem razão em não submeter-se.  

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O jogo de Xadrez sobre o tabuleiro do Brasil

Xadrez, Jogo, Estratégia, Conselho
A turbulência política que assola o Brasil bem demonstra a inexistência de um pensamento conservador capaz de organizar oposição consistente no País. Depois do impeachment de Dilma Rousseff, quando então assume Michel Temer, vice-presidente, aliado e alinhado com o projeto político da esquerda brasileira, o País é assolado pela luta interna da Mafiocracia que o dirige. A massa de manobra lobotomizada, esbraveja: Fora Temer, Golpe, Lula herói do povo brasileiro. Zumbis estúpidos, incapazes de perceber as verdadeiras intenções dos movimentos político burocráticos em suas táticas para mudar o status quae, fazendo com que tudo permaneça igual. A macroestrutura político partidária mantém os mesmos princípios e objetivos. Os partidos continuam com os eternos comandos, arregimentando os tolos da hora para reinventarem-se como novas soluções democráticas. Só rindo. Por outro lado, a força conservadora da sociedade não se organiza, tampouco se renova, seu discurso permanece no campo das finanças, imaginando o liberalismo econômico como grande solução. Na verdade, tal doutrina, no Brasil, serve para garantir nichos de mercado assegurando bons negócios, via de regra, ao grande capital. Desta forma,  segundo seus defensores, tudo estará pronto para reerguer o País. Sim, uma economia fluindo é fundamento duma civilização. Ponto importante, mas insuficiente para um ambiente civilizacional sustentável. O Brasil precisa passar por uma concepção filosófica de existência, é urgente, sob o risco de desaparecer. Pensar, de fato no Brasil, é deflagrar um processo que construa seguros pilares, onde se assentem a estrutura da educação, ética, identidade nacional, bem querer pela gente e natureza do País. A partir daí, construir uma civilização organizada, justa e honrada. Enquanto houver a pretensão de combater as ameaças que assolam a nação unicamente com índices estatísticos de economia, cairemos na arapuca de imaginar que a riqueza pecuniária é o valor único e suficiente para desenhar uma nação. Será um eterno vai e vem entre momentos de alivio e desespero. Claro, tudo muito regado a futebol, festa e tecnologia para macacos.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

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O alcance das pichações urbanas (ou tática da guerra cultural)

 Muito se tem comentado sobre pichações nos prédios e monumentos das cidades brasileiras. De fato, são degradantes. Reconheçamos, fazem parte da decadência urbana no Brasil. Urge entender razões e consequências deste fenômeno num País onde 85% da população mora em zonas urbanas, e, grande parte dela, vive em metrópoles ou megalópoles, resultado dum continuo e desorganizado processo de migração humana.  A urbe é uma entidade ecológica, portanto, não há dúvidas que a condição urbanística influência decisivamente a civilização brasileira. Já disse o poeta: o homem está na cidade e a cidade está no homem. A partir daí, é possível tomar consciência dum polinômio estético demolidor do ser humano. As pichações são um termo de tal equação. A Filosofia ensina que o belo é o esplendor do bem, agredir a polis resultará na ascensão do mal. Assim, é possível conectar as pichações-expressão da desilusão, ignorância e desesperança da juventude-, a arquitetura medíocre e negocial das cidades, o trânsito ansioso de veículos, o ruído constante do trabalho que nunca conclui, a poluição visual da propaganda abusiva, a miséria que faz das ruas sua casa e a ameaça da insegurança, e montar o tenebroso problema de onde advém a caída da vida urbana no Brasil. Depressão e isolamento são provas cabais deste mundo. Não é difícil reconhecer a doença, mas exige coragem aplicar a cura. As pichações urbanas fazem parte da moléstia, sua prática deve ser entendida em todo seu alcance desestruturante da saúde mental dos moradores da cidade. Não há outra alternativa senão combatê-la com rigor. Sem demagogias baratas que utilizam o argumento da liberdade de manifestação ou arte das ruas. Basta deste fingido sentimento de participação. Dura Lei. As outras agressões estéticas podem ser evitadas por legislação, educação e vontade política. O importante é barrar a irresponsável degradação do ambiente urbano que, se a algum propósito serve, não é a convivência proveitosa dos moradores da urbe.